Sabe aquela velha história de que um adolescente é perseguido na escola, criam-se boatos falsos sobre ele, escrevem frases discriminatórias pelos quadros e paredes, e às vezes até agredido fisicamente ele é?
Pois é, todo mundo já ouviu esta conversa, ou melhor, todo mundo tem visto na internet e redes sociais, é o antigo “bullying” virando o “cyberbullying”.
A Revista Veja, edição, 2163 de 5 de Maio, traz uma reportagem completa com personagens que foram alvos de massacres pela internet. Segundo a revista, um levantamento feito pela Plan, uma ONG presente em 66 países, mostra que um em cada seis estudantes já sofreu agressões sistemáticas organizadas na rede.
Saber que é de dentro das escolas, lugar onde deveriam estar protegidos, que a maioria dos casos começa é desanimador. Gabriela Lins, de 17 anos, uma das entrevistadas, diz que ficou seis meses sem receber ajuda do colégio avisado da situação. O tormento só acabou quando ela conseguiu trocar de escola.
Segundo Giovana Erching, 2006, as redes de relacionamento, mais precisamente o Orkut, que teria como objetivo conectar pessoas a “amigos confiáveis”, acabou por se tornar uma terra sem lei e de ninguém, onde crimes bem reais acontecem, e ainda, um ponto de encontro de criminosos.
Seria o excesso de tempo na internet o causador de tantas maldades? Ou a falta de supervisão dos pais? O fato é que jovens entre 12 e 17 anos ainda não preocupados/ocupados com um trabalho passam horas, e madrugadas, ociosas na frente do computador, e como diz o ditado “mente vazia, oficina do....”.
Por Daiani Chaves
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