As mídias sociais são um sucesso. Sua explosão começou com o Orkut, site de relacionamento no qual você tem um perfil e vira amigo só de quem quiser. Também escolhe se vai compartilhar ou não as suas fotos, seus vídeos, recados e depoimentos.
Hoje, além do Orkut – que nos últimos tempos perdeu um pouco de sua audiência para outros sites – há o famoso Facebook e o Twitter, o queridinho da vez, que virou até fonte para notícias e é usado por anônimos e celebridades do mundo inteiro.
A proposta do Twitter é simples: escrever 140 caracteres. Compartilhar fotos, conversar, divulgar links. Etc. Tudo que você quiser, com limite de palavras.
As empresas têm explorado bem o Twitter: promoções, interação com o público-alvo, divulgação de novidades. Um canal muito bom para se aproximar do público “antenado” que está por trás das pouco menos de 140 letrinhas (espaços também contam, lembram-se?). Tem perfis que divulgam vagas de emprego, eventos, oportunidades, notícias. É uma maneira de filtrar as informações.
O G1 posta um link para uma notícia. Se a manchete te agradar, você clica e confere. Se não, simplesmente ignora.
O que me chama atenção nessa mídia é o modo como as pessoas a usam. Muita gente fala absolutamente tudo sobre a sua vida no microblog. Desde o que comeu no almoço, a hora que foi dormir, que acordou, o que fez no fim de semana... além de postar fotos de amigos, familiares, cachorro, casa...
Só que é preciso tomar cuidado. Que tipo de vantagem a exposição total pode trazer a você? Pessoas que nem te conhecem ficam sabendo de todos os mínimos detalhes de sua vida. A exposição que a ferramenta pode proporcionar, caso você não tome cuidado com o que digita no pequeno espaço e manda para o mundo, é perigosa.
Fiquei chocada outro dia quando vi uma notícia no R7. Uma mulher teve a casa assaltada. Escreveu em seu microblog que estava em Fortaleza e deixou a casa vazia. (O R7 cita o caso nesse link) Bingo! Foi assaltada.
Aí, chega a sábia hora em que se deve pensar: qual a verdadeira finalidade do Twitter? Percebo pessoas escrevendo asneiras o dia inteiro. Ou citando fatos que não interessam a ninguém. Se fizéssemos um filtro, qual a porcentagem de conteúdo realmente relevante? Ok, existem momentos em que a seriedade e a formalidade podem ser deixadas de lado, porém, vale refletir sobre isso.
Como é o caso da mulher que citei. Quem está interessado em saber que ela foi pra Fortaleza e deixou a casa vazia? E qual o porquê de colocar isso na rede?
Por Laura Peruchi Mezari
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