sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um novo mercado para as empresas

As redes sociais, febre do momento, trazem um vasto mercado de oportunidades para as empresas. A web pode ser uma grande vitrine para os produtos, onde os melhores propagandistas são eles, os consumidores.

Edição especial de aniversário da revista Época de 31 de maio traz uma matéria super completa sobre as redes sociais. Um dos destaques fala justamente sobre como as empresas podem conquistar consumidores através dessas ferramentas.

Basta dar uma navegada pelo Twitter e perceber quantas grandes empresas estão na comunidade: Avon, Arezzo, Damyller, Submarino e Saraiva são apenas algumas delas. Acredito que nenhuma empresa deve ficar de fora dessa tendência. O público é antenado, e é possível que, daqui a algum tempo, além de procurarem o site de suas marcas e produtos preferidos, as pessoas vão querer saber qual é o perfil da empresa no Twitter, para poder segui-la e, assim ficar por dentro de todas as novidades.

Utilizar a ferramenta de posts de apenas 140 caracteres virou febre. Grandes redes de lojas divulgam produtos, lançamentos, promoções. Outras, promovem ações especialmente para o Twitter, através das quais milhares de seguidores concorrem a mimos que não custam praticamente nada para a empresa, levando em conta a visibilidade que a rede traz.

Vamos tomar um exemplo. Se há uma grande liquidação em um site de vendas varejo na internet, dependendo do número de seguidores, quantas pessoas saberão através do Twitter sobre a ação, ao mesmo tempo? Seria isso possível em outro canal, com um custo tão baixo? Sabemos que comerciais em horário nobre e anúncios em revistas nacionais custam uma pequena fortuna. Comparando com o alcance do Twitter, e seu custo, vale a pena as empresas “caírem” com tudo no microblog.

Para isso, creio que é importante a contratação de um profissional da comunicação, antenado com a tendência das mídias sociais, que saiba se relacionar com o público e gerenciar crises online. Afinal, é bom lembrar que da mesma maneira que uma coisa boa propaga-se em uma velocidade espantosa na rede, o mesmo vale para a má-fama. Se o consumidor é o melhor propagandista, é preciso estar atento aos incidentes e as opiniões negativas sobre o produto/serviço. Estas também podem se espalhar na mesma velocidade e estar pronto para responder ao consumidor, com clareza e objetividade, é um grande diferencial hoje. O consumidor quer ser ouvido, quer ser bem tratado. E no mundo instantâneo das redes sociais, pega mal dar um retorno atrasado sobre algo que já aconteceu há muito tempo...


Por Laura Peruchi

Redes Sociais e facilidade de comunicação pela internet influenciam até as viagens ao exterior

Estava lendo uma matéria que saiu no Globo.com e percebi o quanto a Internet tem influenciado nossas vidas. Hoje você vai viajar e nem precisa estar de volta a sua cidade para que seus amigos fiquem sabendo como andam as coisas. Em qualquer computador você pode baixar as fotos de sua máquina fotográfica e pronto: logo todas já estão no Facebook, Orkut ou Twitter.

A novidade no fato de chegar em casa e contar como foi seu passeio ou sua viagem já não é uma hábito tão comum, pois, com as ferramentas oferecidas na internet, isso se tornou coisa do passado.

Agências de viagens e especialistas estão preocupados com esta situação. Hoje, adolescentes e jovens que estão indo fazer intercâmbio acabam não se desligando de seu país de origem, pois a facilidade de comunicação é muito mais fácil do que há anos atrás.

Para o gerente regional da STB no Rio de Janeiro, Felipe Quintino, o uso constante da internet deixa o estudante muito vinculado ao seu país. Ele fica sabendo das festas e de tudo que acontece aqui, e isso dificulta a adaptação. “Antigamente, a pessoa falava com a família por telefone uma vez por semana”, completa Quintino.

Será que a internet vai acabar com o encanto de descobrimos novos países?
Eu particularmente acredito que não. Mas...

Por Patrícia Laureano

Biblioteca Digital

A digitalização dos livros pode ser encarada de diversas formas e isso vem ocupando minha cabeça há tempos. No lado esquerdo da biblioteca estão os conservadores, aqueles que foram contra a televisão com medo que ela acabasse com o rádio e agora são contra a internet, pois acreditam que ela colocará um fim nos jornais impressos. São os amantes do papel, do prazer visual e tátil que se extrai do contato com um livro.

No meio estão os ponderados, mais conhecidos como “em cima do muro”, como Robert Darnton, historiador e diretor da biblioteca universitária de Harvard, que fala em “República das letras, um lugar desprovido de fronteiras, no qual todos, leitores e autores, poderiam discutir e trocar ideias sem censura ou restrições”. O que, sem dúvida, poderia ser uma definição da internet. Entretanto, apesar do ideal iluminista de tornar os livros acessíveis a todos, questiona a parte legal do processo e como dito na entrevista a revista Veja, edição 2163, cita a tentativa do Google Book Search de digitalizar obras que ainda não se encontram em domínio público. Os autores questionam os direitos autorais e Darnton a iniciativa monopolista de uma empresa privada, objetivada a gerar lucros aos seus acionistas. Leia mais aqui.

No lado direito estão os apoiadores, como Claudio de Moura Castro, economista e articulista da revista Veja, que, na segunda edição (2165) após a entrevista do historiador, traz um artigo referindo-se ao assunto do momento. Ele lembra a semelhança com as gravadoras, que, invadidas pela pirataria, foram salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Leia mais aqui.

Seja pelo Kindle da Amazon ou pelo iPad da Apple, o destino dos livros é o mesmo, já que quase tudo hoje é digital. Cláudio fala ainda do exemplo dos estados americanos que com a crise conseguiram diminuir os gastos com livros, para escolas, migrando para o livro digital. Outro exemplo de apoiador é o escritor Paulo Coelho, que lançou seu último livro gratuitamente na internet. Pode-se falar ainda de toda questão ambiental que envolve o processo de fabricação de um livro, dos jovens se interessarem mais pela leitura na forma digital, da comodidade de ter milhares de páginas (diga-se livros) em um aparelho minúsculo, comparado aos livros, dos problemas de saúde que envolve as duas configurações e daí por diante. Já que as várias questões envolvendo os livros foram levantadas, por todo mundo, apenas cabe a cada um se posicionar de um lado da biblioteca.

Por Daiani Chaves

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Etiqueta digital: bom senso sempre!

Não ligar para alguém antes das 10h da manhã e depois das 9 da noite, ter bom senso na hora de usar o telefone da empresa, tomar cuidado com o jeito que come, pensar bem antes de colocar qualquer roupa para uma reunião importante, ficar atento ao corte de cabelo (e à sujeira que pode estar no seu dente!).

Já não bastassem as velhas dicas de etiqueta – muitas se transformaram em bom senso, em verdadeiras regras – agora também precisamos nos preocupar com nossos modos no meio digital.

Fomos bombardeados por ferramentas que melhoraram – e até baratearam - nossa comunicação: Twitter, Orkut, MSN, E-mail, Skype, Facebook. Já comentamos sobre algumas delas aqui no blog.

Com tanta informação que passamos e recebemos a todo momento na rede, é imprescindível que também sejamos cautelosos em algumas situações.

A revista Galileu do mês de junho traz uma matéria muito interessante a respeito da etiqueta digital. É um manual de boas maneiras para o meio digital. E muitas das dicas creio que não precisariam nem estarem lá, pois prescindem, primeiramente, do velho e bom senso. Basta refletir um pouco antes de agir.

Uma das dicas é sobre falar sobre assuntos do trabalho na rede. Como já foi dito no post “Precisamos de um código de conduta ética no Twitter?”, bom senso é fundamental. Problemas da empresa devem ser resolvidos na empresa, com os responsáveis. É preciso ter em mente a audiência que uma ferramenta como o Twitter ou um blog possui. E como o mundo é, literalmente, pequeno, e a Lei de Murphy sempre prevalece, é muito provável que seus comentários chegarão aos ouvidos de quem não deveria saber disso, e o que às vezes era um simples desabafo, pode por em risco o seu emprego.

Da mesma maneira, a matéria também aborda o fim do namoro por MSN (ou Orkut ou Twitter). Você passa a vida namorando ao vivo, e aí, cadê a consideração com o parceiro na hora de colocar um ponto final na relação? Aqui, creio que vale o “colocar-se no lugar do outro”. Segundo a revista, isso serve até para o telefone. Ferramentas de comunicação instantânea, como o MSN, muitas vezes distorcem os sentimentos das pessoas. Uma simples CAIXA ALTA pode desviar a conversa e levar à pessoa que está do outro lado da tela a ter opiniões distorcidas.

Acho que esse é o lado ruim das tecnologias digitais. Será que não estamos deixando o calor dos abraços e aquela conversa boa, ao vivo, de lado? Tudo é tão fácil pela web, mas onde fica o calor humano? Quantos amigos você tem no Orkut? Com quantos poderá contar quando precisar de um ombro pra chorar? Quem são os seus seguidores no Twitter? Essa é a solidão 2.0.

Por Laura Peruchi

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Precisamos de um código de conduta ética no Twitter?

Começo esse post com uma pergunta indispensável hoje, já que estamos vivendo o momento da explosão das mídias sociais: é possível dissociar a imagem do veículo para o qual se trabalha na hora de usar as mídias sociais?

Creio que essa é uma questão importante e merece reflexão. Hoje a internet dá voz para todos, através de blogs, Twitter, Orkut, Facebook, etc. O jornalista não fala apenas através das linhas que escreve no jornal ou da reportagem que grava para a televisão. A web nos dá inúmeras maneiras de expressar nossas opiniões e impressões sobre o mundo.

Seria contraditório você discordar do jornal para o qual trabalha, através de opinião emitida no Twitter? Como fica a ética nesses casos?

Polêmica recente fez com que um diretor da Locaweb fosse demitido. A empresa tinha um contrato de publicidade com o São Paulo. Um diretor comercial da empresa – corintiano – escreveu frases provocativas contra o São Paulo, consideradas ofensivas pelos são-paulinos. A polêmica se espalhou rapidamente e não adiantou tentar apagar o fogo deletando as frases... por fim, o tal diretor corintiano foi demitido.
Lei mais aqui.

Na semana passada, o jornalista Felipe Milanez, da revista National Geographic, foi demitida devido às críticas feitas à revista Veja no Twitter. Para a professora de mídias sociais da ECA-USP, Beth Saad, é impossível que jornalistas dissociem sua imagem do veículo para o qual trabalham na hora de usar o microblog. Leia mais aqui.

A questão é complicada. E quanto mais popularidade o jornalista tiver, mais cuidado precisa ter ao usar a ferramenta. O jornalista forma opinião. O profissional acaba carregando a “cara” da empresa consigo. Ou não seria no mínimo contraditório você ver o Willian Bonner reclamando da Globo em seu Twitter?

Bom senso é fundamental. Ele pode garantir seu emprego. Pode ser censura? Pode. Mas se não concorda com alguma coisa em sua empresa, há outras maneiras de se mostrar insatisfeito.


Por Laura Peruchi

A internet e suas influências no mundo real

A internet hoje faz parte da vida de quase todas as pessoas. Nela podemos encontrar sites de relacionamentos, TV, jornal, site de compras e muito mais. Todas essas opções são neutras, boas ou ruins, dependendo do que se faz e se procura nelas.

Os sites de relacionamentos que talvez sejam os mais acessados na internet deveriam ser usados para os usuários fazerem amigos ou para manterem relacionamentos com pessoas que estão distantes do seu dia a dia. Mas normalmente não é isso que vem acontecendo. Os usuários hoje se comunicam com os amigos que estão ao seu lado sem se querer levantar a cabeça para olhá-los. Nestes sites encontramos também pessoas que usam suas imagens para prostituição, venda de drogas e etc...

Além de todas essas influências que os sites de relacionamentos vêm causando na vida das pessoas a internet pode fazer com que as pessoas se isolem ainda mais. Hoje você pode passar o dia todo online, lendo, comprando ou simplesmente bisbilhotando a vida das pessoas sem o menor pudor. Até porque atualmente as pessoas fazem questão de expor suas intimidades, sem ao menos preocupar-se com o que isso vai causar na sua vida.

A revista Veja de janeiro relatou em uma matéria sobre As Redes sociais: diferentes formas de interagir na web

Por Patrícia Laureano

Onde nossos arquivos podem estar 100% seguros?

Onde nossos arquivos podem estar 100% seguros?

Saí da aula do professor Horácio com medo. Afinal, ele me fez lembrar que eu ficarei simplesmente perdida logo ou daqui a alguns anos. A previsão dele é enfática: nossos HD’s vão queimar. Essa parece uma certeza absoluta, assim como a que diz que todos nós vamos morrer um dia.

Eu nunca fiz backup dos meus arquivos. Tenho trabalhos importantes em Corel, documentos da faculdade, fotos da formatura. Tudo digital. Tudo no HD. Lembro-me de uma das poucas vezes em que me preocupei com a saúde do meu PC. Foi durante o último semestre do curso de Jornalismo, enquanto fazia a monografia, sempre tinha o costume de enviar a última versão do trabalho para o meu próprio e-mail. Tinha medo da maldição do “computador estragado durante o período da monografia”. Parece ser o fim pensar em um trabalho perdido por causa de uma máquina que decide ter vida própria e não funcionar mais.

Muita gente confia nas ferramentas online para guardar seus arquivos. Dizem que é a tendência – tudo ficará guardado nas nuvens de computação. Esse trecho de uma reportagem da revista Época, transmite muito isso:

“Um dia, acreditei no sonho de que poderia me desapegar dos arquivos materiais e levar uma vida mais leve, com aparelhos portáteis e todos os meus arquivos guardados em sites na internet. Eu poderia ignorar o disco rígido do meu computador, aposentar o HD externo e me libertar da obsessão de queimar back-ups em DVDs. Guardaria minhas fotos no Flickr, vídeos no YouTube, contatos dos amigos no Facebook, documentos e planilhas no GoogleDocs e agenda no calendário do Google. Essas empresas se oferecem para armazenar nossos preciosos dados. Eles são divididos em fragmentos de informação e pulverizados entre milhares de servidores próprios e alugados, espalhados por vários continentes, conectados por redes de comunicação rápida. Tudo isso forma um complexo sistema que os engenheiros batizaram de nuvem de computação.”

Essa mesma matéria, que pode ser lida na íntegra aqui traz um alerta sobre esse “sonho”. Ela cita uma pane no Gmail, em setembro de 2009, quando o serviço ficou fora do ar por quase duas horas e causou transtorno em quem usa o email do Google para tudo.
Essa não foi a única ferramenta a demonstrar instabilidade. Twitter, Facebook e Flickr são exemplos de serviços que já sofreram panes e deixaram seus usuários apreensivos.
De acordo com Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google, “não existe sistema no mundo à prova de falhas. Isso é inerente à tecnologia".

Sem segurança nas nuvens de computação, sem certeza quanto ao HD que temos em casa, onde nossos arquivos poderão estar seguros? Como foi discutido na aula, poucos têm a cultura do papel. Ninguém mais imprime fotografias, livros são lidos na tela do computador, não trocamos mais cartas e sim, e-mails. A nova geração está aí e já nasceu com essa cultura.

Deixo aqui a conclusão da matéria:

“Esses defeitos não vão acabar com as nuvens. Mesmo com as falhas técnicas, os arquivos guardados on-line geralmente estão mais seguros que os que ficam em nosso computador pessoal. Segundo o FBI, a polícia federal americana, um em cada dez notebooks é roubado no primeiro ano. Um disco rígido comum (externo ou de computador) pifa em três ou cinco anos de uso. Em parte por isso, cerca de 15% dos notebooks estragam durante um ano, diz o instituto de pesquisa IDC. A solução, ao menos por enquanto, talvez seja confiar na nuvem. Mas confiar desconfiando – e fazer a tradicional cópia de segurança em um disco
rígido próprio. Ou, melhor ainda, em DVDs guardados no fundo do armário.”

Por Laura Peruchi