As redes sociais, febre do momento, trazem um vasto mercado de oportunidades para as empresas. A web pode ser uma grande vitrine para os produtos, onde os melhores propagandistas são eles, os consumidores.
Edição especial de aniversário da revista Época de 31 de maio traz uma matéria super completa sobre as redes sociais. Um dos destaques fala justamente sobre como as empresas podem conquistar consumidores através dessas ferramentas.
Basta dar uma navegada pelo Twitter e perceber quantas grandes empresas estão na comunidade: Avon, Arezzo, Damyller, Submarino e Saraiva são apenas algumas delas. Acredito que nenhuma empresa deve ficar de fora dessa tendência. O público é antenado, e é possível que, daqui a algum tempo, além de procurarem o site de suas marcas e produtos preferidos, as pessoas vão querer saber qual é o perfil da empresa no Twitter, para poder segui-la e, assim ficar por dentro de todas as novidades.
Utilizar a ferramenta de posts de apenas 140 caracteres virou febre. Grandes redes de lojas divulgam produtos, lançamentos, promoções. Outras, promovem ações especialmente para o Twitter, através das quais milhares de seguidores concorrem a mimos que não custam praticamente nada para a empresa, levando em conta a visibilidade que a rede traz.
Vamos tomar um exemplo. Se há uma grande liquidação em um site de vendas varejo na internet, dependendo do número de seguidores, quantas pessoas saberão através do Twitter sobre a ação, ao mesmo tempo? Seria isso possível em outro canal, com um custo tão baixo? Sabemos que comerciais em horário nobre e anúncios em revistas nacionais custam uma pequena fortuna. Comparando com o alcance do Twitter, e seu custo, vale a pena as empresas “caírem” com tudo no microblog.
Para isso, creio que é importante a contratação de um profissional da comunicação, antenado com a tendência das mídias sociais, que saiba se relacionar com o público e gerenciar crises online. Afinal, é bom lembrar que da mesma maneira que uma coisa boa propaga-se em uma velocidade espantosa na rede, o mesmo vale para a má-fama. Se o consumidor é o melhor propagandista, é preciso estar atento aos incidentes e as opiniões negativas sobre o produto/serviço. Estas também podem se espalhar na mesma velocidade e estar pronto para responder ao consumidor, com clareza e objetividade, é um grande diferencial hoje. O consumidor quer ser ouvido, quer ser bem tratado. E no mundo instantâneo das redes sociais, pega mal dar um retorno atrasado sobre algo que já aconteceu há muito tempo...
Por Laura Peruchi
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Redes Sociais e facilidade de comunicação pela internet influenciam até as viagens ao exterior
Estava lendo uma matéria que saiu no Globo.com e percebi o quanto a Internet tem influenciado nossas vidas. Hoje você vai viajar e nem precisa estar de volta a sua cidade para que seus amigos fiquem sabendo como andam as coisas. Em qualquer computador você pode baixar as fotos de sua máquina fotográfica e pronto: logo todas já estão no Facebook, Orkut ou Twitter.
A novidade no fato de chegar em casa e contar como foi seu passeio ou sua viagem já não é uma hábito tão comum, pois, com as ferramentas oferecidas na internet, isso se tornou coisa do passado.
Agências de viagens e especialistas estão preocupados com esta situação. Hoje, adolescentes e jovens que estão indo fazer intercâmbio acabam não se desligando de seu país de origem, pois a facilidade de comunicação é muito mais fácil do que há anos atrás.
Para o gerente regional da STB no Rio de Janeiro, Felipe Quintino, o uso constante da internet deixa o estudante muito vinculado ao seu país. Ele fica sabendo das festas e de tudo que acontece aqui, e isso dificulta a adaptação. “Antigamente, a pessoa falava com a família por telefone uma vez por semana”, completa Quintino.
Será que a internet vai acabar com o encanto de descobrimos novos países?
Eu particularmente acredito que não. Mas...
Por Patrícia Laureano
A novidade no fato de chegar em casa e contar como foi seu passeio ou sua viagem já não é uma hábito tão comum, pois, com as ferramentas oferecidas na internet, isso se tornou coisa do passado.
Agências de viagens e especialistas estão preocupados com esta situação. Hoje, adolescentes e jovens que estão indo fazer intercâmbio acabam não se desligando de seu país de origem, pois a facilidade de comunicação é muito mais fácil do que há anos atrás.
Para o gerente regional da STB no Rio de Janeiro, Felipe Quintino, o uso constante da internet deixa o estudante muito vinculado ao seu país. Ele fica sabendo das festas e de tudo que acontece aqui, e isso dificulta a adaptação. “Antigamente, a pessoa falava com a família por telefone uma vez por semana”, completa Quintino.
Será que a internet vai acabar com o encanto de descobrimos novos países?
Eu particularmente acredito que não. Mas...
Por Patrícia Laureano
Biblioteca Digital
A digitalização dos livros pode ser encarada de diversas formas e isso vem ocupando minha cabeça há tempos. No lado esquerdo da biblioteca estão os conservadores, aqueles que foram contra a televisão com medo que ela acabasse com o rádio e agora são contra a internet, pois acreditam que ela colocará um fim nos jornais impressos. São os amantes do papel, do prazer visual e tátil que se extrai do contato com um livro.
No meio estão os ponderados, mais conhecidos como “em cima do muro”, como Robert Darnton, historiador e diretor da biblioteca universitária de Harvard, que fala em “República das letras, um lugar desprovido de fronteiras, no qual todos, leitores e autores, poderiam discutir e trocar ideias sem censura ou restrições”. O que, sem dúvida, poderia ser uma definição da internet. Entretanto, apesar do ideal iluminista de tornar os livros acessíveis a todos, questiona a parte legal do processo e como dito na entrevista a revista Veja, edição 2163, cita a tentativa do Google Book Search de digitalizar obras que ainda não se encontram em domínio público. Os autores questionam os direitos autorais e Darnton a iniciativa monopolista de uma empresa privada, objetivada a gerar lucros aos seus acionistas. Leia mais aqui.
No lado direito estão os apoiadores, como Claudio de Moura Castro, economista e articulista da revista Veja, que, na segunda edição (2165) após a entrevista do historiador, traz um artigo referindo-se ao assunto do momento. Ele lembra a semelhança com as gravadoras, que, invadidas pela pirataria, foram salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Leia mais aqui.
Seja pelo Kindle da Amazon ou pelo iPad da Apple, o destino dos livros é o mesmo, já que quase tudo hoje é digital. Cláudio fala ainda do exemplo dos estados americanos que com a crise conseguiram diminuir os gastos com livros, para escolas, migrando para o livro digital. Outro exemplo de apoiador é o escritor Paulo Coelho, que lançou seu último livro gratuitamente na internet. Pode-se falar ainda de toda questão ambiental que envolve o processo de fabricação de um livro, dos jovens se interessarem mais pela leitura na forma digital, da comodidade de ter milhares de páginas (diga-se livros) em um aparelho minúsculo, comparado aos livros, dos problemas de saúde que envolve as duas configurações e daí por diante. Já que as várias questões envolvendo os livros foram levantadas, por todo mundo, apenas cabe a cada um se posicionar de um lado da biblioteca.
Por Daiani Chaves
No meio estão os ponderados, mais conhecidos como “em cima do muro”, como Robert Darnton, historiador e diretor da biblioteca universitária de Harvard, que fala em “República das letras, um lugar desprovido de fronteiras, no qual todos, leitores e autores, poderiam discutir e trocar ideias sem censura ou restrições”. O que, sem dúvida, poderia ser uma definição da internet. Entretanto, apesar do ideal iluminista de tornar os livros acessíveis a todos, questiona a parte legal do processo e como dito na entrevista a revista Veja, edição 2163, cita a tentativa do Google Book Search de digitalizar obras que ainda não se encontram em domínio público. Os autores questionam os direitos autorais e Darnton a iniciativa monopolista de uma empresa privada, objetivada a gerar lucros aos seus acionistas. Leia mais aqui.
No lado direito estão os apoiadores, como Claudio de Moura Castro, economista e articulista da revista Veja, que, na segunda edição (2165) após a entrevista do historiador, traz um artigo referindo-se ao assunto do momento. Ele lembra a semelhança com as gravadoras, que, invadidas pela pirataria, foram salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Leia mais aqui.
Seja pelo Kindle da Amazon ou pelo iPad da Apple, o destino dos livros é o mesmo, já que quase tudo hoje é digital. Cláudio fala ainda do exemplo dos estados americanos que com a crise conseguiram diminuir os gastos com livros, para escolas, migrando para o livro digital. Outro exemplo de apoiador é o escritor Paulo Coelho, que lançou seu último livro gratuitamente na internet. Pode-se falar ainda de toda questão ambiental que envolve o processo de fabricação de um livro, dos jovens se interessarem mais pela leitura na forma digital, da comodidade de ter milhares de páginas (diga-se livros) em um aparelho minúsculo, comparado aos livros, dos problemas de saúde que envolve as duas configurações e daí por diante. Já que as várias questões envolvendo os livros foram levantadas, por todo mundo, apenas cabe a cada um se posicionar de um lado da biblioteca.
Por Daiani Chaves
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