quinta-feira, 27 de maio de 2010
Etiqueta digital: bom senso sempre!
Já não bastassem as velhas dicas de etiqueta – muitas se transformaram em bom senso, em verdadeiras regras – agora também precisamos nos preocupar com nossos modos no meio digital.
Fomos bombardeados por ferramentas que melhoraram – e até baratearam - nossa comunicação: Twitter, Orkut, MSN, E-mail, Skype, Facebook. Já comentamos sobre algumas delas aqui no blog.
Com tanta informação que passamos e recebemos a todo momento na rede, é imprescindível que também sejamos cautelosos em algumas situações.
A revista Galileu do mês de junho traz uma matéria muito interessante a respeito da etiqueta digital. É um manual de boas maneiras para o meio digital. E muitas das dicas creio que não precisariam nem estarem lá, pois prescindem, primeiramente, do velho e bom senso. Basta refletir um pouco antes de agir.
Uma das dicas é sobre falar sobre assuntos do trabalho na rede. Como já foi dito no post “Precisamos de um código de conduta ética no Twitter?”, bom senso é fundamental. Problemas da empresa devem ser resolvidos na empresa, com os responsáveis. É preciso ter em mente a audiência que uma ferramenta como o Twitter ou um blog possui. E como o mundo é, literalmente, pequeno, e a Lei de Murphy sempre prevalece, é muito provável que seus comentários chegarão aos ouvidos de quem não deveria saber disso, e o que às vezes era um simples desabafo, pode por em risco o seu emprego.
Da mesma maneira, a matéria também aborda o fim do namoro por MSN (ou Orkut ou Twitter). Você passa a vida namorando ao vivo, e aí, cadê a consideração com o parceiro na hora de colocar um ponto final na relação? Aqui, creio que vale o “colocar-se no lugar do outro”. Segundo a revista, isso serve até para o telefone. Ferramentas de comunicação instantânea, como o MSN, muitas vezes distorcem os sentimentos das pessoas. Uma simples CAIXA ALTA pode desviar a conversa e levar à pessoa que está do outro lado da tela a ter opiniões distorcidas.
Acho que esse é o lado ruim das tecnologias digitais. Será que não estamos deixando o calor dos abraços e aquela conversa boa, ao vivo, de lado? Tudo é tão fácil pela web, mas onde fica o calor humano? Quantos amigos você tem no Orkut? Com quantos poderá contar quando precisar de um ombro pra chorar? Quem são os seus seguidores no Twitter? Essa é a solidão 2.0.
Por Laura Peruchi
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Precisamos de um código de conduta ética no Twitter?
Creio que essa é uma questão importante e merece reflexão. Hoje a internet dá voz para todos, através de blogs, Twitter, Orkut, Facebook, etc. O jornalista não fala apenas através das linhas que escreve no jornal ou da reportagem que grava para a televisão. A web nos dá inúmeras maneiras de expressar nossas opiniões e impressões sobre o mundo.
Seria contraditório você discordar do jornal para o qual trabalha, através de opinião emitida no Twitter? Como fica a ética nesses casos?
Polêmica recente fez com que um diretor da Locaweb fosse demitido. A empresa tinha um contrato de publicidade com o São Paulo. Um diretor comercial da empresa – corintiano – escreveu frases provocativas contra o São Paulo, consideradas ofensivas pelos são-paulinos. A polêmica se espalhou rapidamente e não adiantou tentar apagar o fogo deletando as frases... por fim, o tal diretor corintiano foi demitido.
Lei mais aqui.
Na semana passada, o jornalista Felipe Milanez, da revista National Geographic, foi demitida devido às críticas feitas à revista Veja no Twitter. Para a professora de mídias sociais da ECA-USP, Beth Saad, é impossível que jornalistas dissociem sua imagem do veículo para o qual trabalham na hora de usar o microblog. Leia mais aqui.
A questão é complicada. E quanto mais popularidade o jornalista tiver, mais cuidado precisa ter ao usar a ferramenta. O jornalista forma opinião. O profissional acaba carregando a “cara” da empresa consigo. Ou não seria no mínimo contraditório você ver o Willian Bonner reclamando da Globo em seu Twitter?
Bom senso é fundamental. Ele pode garantir seu emprego. Pode ser censura? Pode. Mas se não concorda com alguma coisa em sua empresa, há outras maneiras de se mostrar insatisfeito.
Por Laura Peruchi
A internet e suas influências no mundo real
A internet hoje faz parte da vida de quase todas as pessoas. Nela podemos encontrar sites de relacionamentos, TV, jornal, site de compras e muito mais. Todas essas opções são neutras, boas ou ruins, dependendo do que se faz e se procura nelas.
Os sites de relacionamentos que talvez sejam os mais acessados na internet deveriam ser usados para os usuários fazerem amigos ou para manterem relacionamentos com pessoas que estão distantes do seu dia a dia. Mas normalmente não é isso que vem acontecendo. Os usuários hoje se comunicam com os amigos que estão ao seu lado sem se querer levantar a cabeça para olhá-los. Nestes sites encontramos também pessoas que usam suas imagens para prostituição, venda de drogas e etc...
Além de todas essas influências que os sites de relacionamentos vêm causando na vida das pessoas a internet pode fazer com que as pessoas se isolem ainda mais. Hoje você pode passar o dia todo online, lendo, comprando ou simplesmente bisbilhotando a vida das pessoas sem o menor pudor. Até porque atualmente as pessoas fazem questão de expor suas intimidades, sem ao menos preocupar-se com o que isso vai causar na sua vida.
A revista Veja de janeiro relatou em uma matéria sobre As Redes sociais: diferentes formas de interagir na web
Por Patrícia Laureano
Onde nossos arquivos podem estar 100% seguros?
Saí da aula do professor Horácio com medo. Afinal, ele me fez lembrar que eu ficarei simplesmente perdida logo ou daqui a alguns anos. A previsão dele é enfática: nossos HD’s vão queimar. Essa parece uma certeza absoluta, assim como a que diz que todos nós vamos morrer um dia.
Eu nunca fiz backup dos meus arquivos. Tenho trabalhos importantes em Corel, documentos da faculdade, fotos da formatura. Tudo digital. Tudo no HD. Lembro-me de uma das poucas vezes em que me preocupei com a saúde do meu PC. Foi durante o último semestre do curso de Jornalismo, enquanto fazia a monografia, sempre tinha o costume de enviar a última versão do trabalho para o meu próprio e-mail. Tinha medo da maldição do “computador estragado durante o período da monografia”. Parece ser o fim pensar em um trabalho perdido por causa de uma máquina que decide ter vida própria e não funcionar mais.
Muita gente confia nas ferramentas online para guardar seus arquivos. Dizem que é a tendência – tudo ficará guardado nas nuvens de computação. Esse trecho de uma reportagem da revista Época, transmite muito isso:
“Um dia, acreditei no sonho de que poderia me desapegar dos arquivos materiais e levar uma vida mais leve, com aparelhos portáteis e todos os meus arquivos guardados em sites na internet. Eu poderia ignorar o disco rígido do meu computador, aposentar o HD externo e me libertar da obsessão de queimar back-ups em DVDs. Guardaria minhas fotos no Flickr, vídeos no YouTube, contatos dos amigos no Facebook, documentos e planilhas no GoogleDocs e agenda no calendário do Google. Essas empresas se oferecem para armazenar nossos preciosos dados. Eles são divididos em fragmentos de informação e pulverizados entre milhares de servidores próprios e alugados, espalhados por vários continentes, conectados por redes de comunicação rápida. Tudo isso forma um complexo sistema que os engenheiros batizaram de nuvem de computação.”
Essa mesma matéria, que pode ser lida na íntegra aqui traz um alerta sobre esse “sonho”. Ela cita uma pane no Gmail, em setembro de 2009, quando o serviço ficou fora do ar por quase duas horas e causou transtorno em quem usa o email do Google para tudo.
Essa não foi a única ferramenta a demonstrar instabilidade. Twitter, Facebook e Flickr são exemplos de serviços que já sofreram panes e deixaram seus usuários apreensivos.
De acordo com Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google, “não existe sistema no mundo à prova de falhas. Isso é inerente à tecnologia".
Sem segurança nas nuvens de computação, sem certeza quanto ao HD que temos em casa, onde nossos arquivos poderão estar seguros? Como foi discutido na aula, poucos têm a cultura do papel. Ninguém mais imprime fotografias, livros são lidos na tela do computador, não trocamos mais cartas e sim, e-mails. A nova geração está aí e já nasceu com essa cultura.
Deixo aqui a conclusão da matéria:
“Esses defeitos não vão acabar com as nuvens. Mesmo com as falhas técnicas, os arquivos guardados on-line geralmente estão mais seguros que os que ficam em nosso computador pessoal. Segundo o FBI, a polícia federal americana, um em cada dez notebooks é roubado no primeiro ano. Um disco rígido comum (externo ou de computador) pifa em três ou cinco anos de uso. Em parte por isso, cerca de 15% dos notebooks estragam durante um ano, diz o instituto de pesquisa IDC. A solução, ao menos por enquanto, talvez seja confiar na nuvem. Mas confiar desconfiando – e fazer a tradicional cópia de segurança em um disco
rígido próprio. Ou, melhor ainda, em DVDs guardados no fundo do armário.”
Por Laura Peruchi
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A serviço dos maus
Sabe aquela velha história de que um adolescente é perseguido na escola, criam-se boatos falsos sobre ele, escrevem frases discriminatórias pelos quadros e paredes, e às vezes até agredido fisicamente ele é?
Pois é, todo mundo já ouviu esta conversa, ou melhor, todo mundo tem visto na internet e redes sociais, é o antigo “bullying” virando o “cyberbullying”.
A Revista Veja, edição, 2163 de 5 de Maio, traz uma reportagem completa com personagens que foram alvos de massacres pela internet. Segundo a revista, um levantamento feito pela Plan, uma ONG presente em 66 países, mostra que um em cada seis estudantes já sofreu agressões sistemáticas organizadas na rede.
Saber que é de dentro das escolas, lugar onde deveriam estar protegidos, que a maioria dos casos começa é desanimador. Gabriela Lins, de 17 anos, uma das entrevistadas, diz que ficou seis meses sem receber ajuda do colégio avisado da situação. O tormento só acabou quando ela conseguiu trocar de escola.
Segundo Giovana Erching, 2006, as redes de relacionamento, mais precisamente o Orkut, que teria como objetivo conectar pessoas a “amigos confiáveis”, acabou por se tornar uma terra sem lei e de ninguém, onde crimes bem reais acontecem, e ainda, um ponto de encontro de criminosos.
Seria o excesso de tempo na internet o causador de tantas maldades? Ou a falta de supervisão dos pais? O fato é que jovens entre 12 e 17 anos ainda não preocupados/ocupados com um trabalho passam horas, e madrugadas, ociosas na frente do computador, e como diz o ditado “mente vazia, oficina do....”.
Por Daiani Chavessexta-feira, 14 de maio de 2010
O Twitter e a exposição excessiva
Hoje, além do Orkut – que nos últimos tempos perdeu um pouco de sua audiência para outros sites – há o famoso Facebook e o Twitter, o queridinho da vez, que virou até fonte para notícias e é usado por anônimos e celebridades do mundo inteiro.
A proposta do Twitter é simples: escrever 140 caracteres. Compartilhar fotos, conversar, divulgar links. Etc. Tudo que você quiser, com limite de palavras.
As empresas têm explorado bem o Twitter: promoções, interação com o público-alvo, divulgação de novidades. Um canal muito bom para se aproximar do público “antenado” que está por trás das pouco menos de 140 letrinhas (espaços também contam, lembram-se?). Tem perfis que divulgam vagas de emprego, eventos, oportunidades, notícias. É uma maneira de filtrar as informações.
O G1 posta um link para uma notícia. Se a manchete te agradar, você clica e confere. Se não, simplesmente ignora.
O que me chama atenção nessa mídia é o modo como as pessoas a usam. Muita gente fala absolutamente tudo sobre a sua vida no microblog. Desde o que comeu no almoço, a hora que foi dormir, que acordou, o que fez no fim de semana... além de postar fotos de amigos, familiares, cachorro, casa...
Só que é preciso tomar cuidado. Que tipo de vantagem a exposição total pode trazer a você? Pessoas que nem te conhecem ficam sabendo de todos os mínimos detalhes de sua vida. A exposição que a ferramenta pode proporcionar, caso você não tome cuidado com o que digita no pequeno espaço e manda para o mundo, é perigosa.
Fiquei chocada outro dia quando vi uma notícia no R7. Uma mulher teve a casa assaltada. Escreveu em seu microblog que estava em Fortaleza e deixou a casa vazia. (O R7 cita o caso nesse link) Bingo! Foi assaltada.
Aí, chega a sábia hora em que se deve pensar: qual a verdadeira finalidade do Twitter? Percebo pessoas escrevendo asneiras o dia inteiro. Ou citando fatos que não interessam a ninguém. Se fizéssemos um filtro, qual a porcentagem de conteúdo realmente relevante? Ok, existem momentos em que a seriedade e a formalidade podem ser deixadas de lado, porém, vale refletir sobre isso.
Como é o caso da mulher que citei. Quem está interessado em saber que ela foi pra Fortaleza e deixou a casa vazia? E qual o porquê de colocar isso na rede?
Por Laura Peruchi Mezari
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Bem-vindos
Aqui, vamos deixar nossas impressões e opiniões sobre a aula.