sexta-feira, 4 de junho de 2010

Biblioteca Digital

A digitalização dos livros pode ser encarada de diversas formas e isso vem ocupando minha cabeça há tempos. No lado esquerdo da biblioteca estão os conservadores, aqueles que foram contra a televisão com medo que ela acabasse com o rádio e agora são contra a internet, pois acreditam que ela colocará um fim nos jornais impressos. São os amantes do papel, do prazer visual e tátil que se extrai do contato com um livro.

No meio estão os ponderados, mais conhecidos como “em cima do muro”, como Robert Darnton, historiador e diretor da biblioteca universitária de Harvard, que fala em “República das letras, um lugar desprovido de fronteiras, no qual todos, leitores e autores, poderiam discutir e trocar ideias sem censura ou restrições”. O que, sem dúvida, poderia ser uma definição da internet. Entretanto, apesar do ideal iluminista de tornar os livros acessíveis a todos, questiona a parte legal do processo e como dito na entrevista a revista Veja, edição 2163, cita a tentativa do Google Book Search de digitalizar obras que ainda não se encontram em domínio público. Os autores questionam os direitos autorais e Darnton a iniciativa monopolista de uma empresa privada, objetivada a gerar lucros aos seus acionistas. Leia mais aqui.

No lado direito estão os apoiadores, como Claudio de Moura Castro, economista e articulista da revista Veja, que, na segunda edição (2165) após a entrevista do historiador, traz um artigo referindo-se ao assunto do momento. Ele lembra a semelhança com as gravadoras, que, invadidas pela pirataria, foram salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Leia mais aqui.

Seja pelo Kindle da Amazon ou pelo iPad da Apple, o destino dos livros é o mesmo, já que quase tudo hoje é digital. Cláudio fala ainda do exemplo dos estados americanos que com a crise conseguiram diminuir os gastos com livros, para escolas, migrando para o livro digital. Outro exemplo de apoiador é o escritor Paulo Coelho, que lançou seu último livro gratuitamente na internet. Pode-se falar ainda de toda questão ambiental que envolve o processo de fabricação de um livro, dos jovens se interessarem mais pela leitura na forma digital, da comodidade de ter milhares de páginas (diga-se livros) em um aparelho minúsculo, comparado aos livros, dos problemas de saúde que envolve as duas configurações e daí por diante. Já que as várias questões envolvendo os livros foram levantadas, por todo mundo, apenas cabe a cada um se posicionar de um lado da biblioteca.

Por Daiani Chaves

2 comentários:

  1. Legal, o fácil acesso aos livros digitais é um belo incentivo à leitura, tão estimada e esquecida. Mas, para mim, nada se compara ao cheirinho de um livro, ao peso dele no colo e por aí vai...

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  2. As bibliotecas digitais proporcionam o acesso a informação de uma maneira muito mais fácil. A distância é encurtada pelo acesso a internet. Assim como os jornais impressos estão perdendo espaço para os sites de informação, com os livros irão, aos poucos, passar pelo mesmo processo. Atualmente, os principais produtos para a leitura digital são o Kindle e o iPad. Amanhã ou depois, novas tecnologias estarão a nossa disposição. A evolução digital não para.

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